A BELEZA DOS RESTOS

Fotografias e texto Vânia Barbosa

Até que pontos alguma coisa não serve para mais nada? Mesmo que não sirva, pode ser ela - a beleza - o que resta dos restos.

A BELEZA DOS RESTOS é um ensaio fotográfico que propõe pensar a relação do invisível que está por trás do visível.

Ao registrar esse ensaio através da fotografia, fui levada a pensar o significado de cada uma dessas palavras - Beleza e Restos - e também o encontro das duas.

Resto - vem de restar, do latim restare e designa o que sobra de um conjunto do qual foram tiradas uma ou muitas partes. Escória, ruínas, sobras, migalhas, resíduos, entulho, excedente. Quase sempre, associados à sujeira, à doença, à morte e à miséria.

Beleza - Vem de bellus, do latim, significando “estado de ser belo” que se relaciona com bonus, “bom”. Aquilo que agrada, que suscita admiração, que atrai o olhar. Quase sempre associada à vida, a natureza, ao prazer, ao amor.

 

Restos e Beleza caminham em direções opostas mas, se prestamos mais atenção, podemos observar que estão lado a lado. Caminham juntas no social, nos sonhos, no dia a dia. Podemos não perceber por estarmos acostumados a não ver ou a não querer ver. No livro O Profeta, Khalil Gibran nos fala sobre a beleza, e inicia da seguinte forma: “Onde procurareis a beleza e como podereis encontrar, a menos que ela mesma seja vosso caminho e vosso guia?”.

 

A beleza não é percebida fora se não for buscada do lado de dentro. 

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